Mês da Bíblia: Livro da Sabedoria

Estamos no mês da Bíblia, e a Igreja nos propõe o estudo do livro da Sabedoria, tendo como tema específico...
Publicado em 01/SET/2018

MÊS DA BÍBLIA: LIVRO DA SABEDORIA

 

Estamos no mês da Bíblia, e a Igreja nos propõe o estudo do livro da Sabedoria, tendo como tema específico: Para que n'Ele nossos povos tenham vida; e como lema: A Sabedoria é um espírito amigo do ser humano (Sb 1,6). Ou seja, a Sabedoria é uma expressão da amizade de Deus por nós, seres humanos.


Esse livro está entre os textos escritos no final do período do Antigo Testamento, num momento fundamental do diálogo entre o judaísmo e a cultura grega. Nesse sentido, ele é um bom predecessor do Novo Testamento. Por isso, a sua língua é o grego e pertence aos livros Deuterocanônicos, por se encontrar apenas na Bíblia grega e, consequentemente, por não entrar nem no Cânon judaico (da Bíblia hebraica) nem, mais tarde, no Cânon das igrejas protestantes.


Atribuído a Salomão em algumas versões e manuscritos antigos, o livro da Sabedoria é de responsabilidade de um autor anônimo, bem distante de Salomão no tempo, não se situando para além do ano 50 a.C. (entre 150 e 50 a.C.). Isso manifesta-se nos indícios de caráter literário e histórico. A atribuição do livro a Salomão, nos capítulos 6-9, deve-se ao fato de a tradição bíblico-judaica situar esse rei na origem do gênero literário sapiencial, o que faz dele o Sábio por excelência (7,1-21; 8,14-16; 9; ver 1 Rs 3,5-9; 5,9-14; 10,23-61).


O autor conhece, por um lado, a história de seu povo e a fé num Deus sempre presente e pronto a intervir nela, e, por outro, sente a forte atração que as principais filosofias helenísticas e as diversas religiões exercem na vida de seus irmãos de raça e de fé. Por isso, estabelece o diálogo entre fé e cultura grega (6-8), de modo a sublinhar que a sabedoria que brota da fé e conduz a vida dos israelitas é superior à que inspira o modo de viver dos habitantes de Alexandria. Com esse livro, o autor dirige-se, pois, a dois destinatários diferentes: aos judeus de Alexandria, perseguidos pelo paganismo do ambiente, e aos próprios pagãos, sobretudo, aos intelectuais helenistas, mais abertos à cultura hebraica, intentando, porventura, convertê-los ao Deus verdadeiro.

 

ESTRUTURA E CONTEÚDO

 

Essa proposta de vida, revelada por Deus e manifestada na História e no mundo criado, é desenvolvida em três partes:


I. A Sabedoria e o destino do homem (1,1-5,23): descreve-se a sorte diversa dos justos e dos ímpios, à luz da fé; sendo a justiça imortal (1,16), Deus reserva a imortalidade aos justos.


II. Elogio da Sabedoria (6,1-9,18): origem, natureza, propriedades e dons que acompanham a sabedoria (7,22-8,1), como personificação de Deus (ver Pr 8; Sir 24); elogio da sabedoria, elevando-a acima dos valores mais apre­ciados nesse mundo.


III. A Sabedoria na História de Israel (10,1-19,22): descrevem-se a presença e a atividade da sabedoria em toda a História do povo de Israel, com especial incidência no Êxodo (11,1-19,17). Mas o autor também manifesta conhecimentos profundos de outros livros: Gênesis, Provérbios, Ben Sira e Isaías. Aqui, merece relevo especial a brilhante polêmica contra a idolatria.

 

 

 

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